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sábado, 4 de janeiro de 2014

Contrato do microinvest

Desde dia 13 de dezembro que aguardo os contratos que o banco ainda está a redigir.
Um documento que já está todo elaborado dentro de uma caixa espetacular chamada "PC" e que é só necessário mudar os nomes, dados pessoas, número de conta e pouco mais. Haja paciência para lidar com tanta inércia!!!
Se os privados trabalhassem assim... nem quero imaginar!

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Microinvest - Criação do próprio emprego

Precisamente, 5 meses após dar entrada do meu projeto na C.G.D, recebo o telefonema que tanto desejava: APROVADO!
Agora seguem-se os seguintes passos:
- Pedir o Certificado de Admissibilidade - tem um custo de 75,00€ e pode ser pedido aqui;
- Fazer a constituição da empresa;
- Abrir conta em nome da empresa na C.G.D;
- Depositar o capital social da empresa;
- Pedir certidão à S. Social e Finanças de não dividas.

Os documentos solicitados por parte da C.G.D, foram:
- Certidão comercial da sociedade;
- Certidões de não dívida à Autoridade Tributária e à Segurança Social;
- Balancete comprovativo de capitais próprios, com o selo e a assinatura do TOC;
- N.º de conta de depósitos à ordem em nome da sociedade, que pretende que fique associada ao empréstimo;

   
São necessários estes documentos para que o banco emita o contrato. O contrato é feito entre o banco e a empresa. E só depois, é que vira o mais importante: o dinheiro!

Estou ansiosa por começar a dar no duro...

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Fase 2 - Criação do Plano de negócios


Chegámos à segunda fase. Depois de conhecerem um bom contabilista, marquem uma reunião para expor as vossas ideias e apresentem o que fizeram, (se o fizeram) e  peçam a sua opinião sobre a viabilidade do negócio. O próximo passo é saber de quanto precisamos para abrir a empresa. Desde orçamentos para obras, para licenças, mobiliário, publicidade, etc, e conhecer muito bem o processo de licenciamento e quais as exigências para que possam procurar o espaço (loja) adequado ao mesmo.
O contabilista irá dar inicio ao Plano de Negócios. 

Depois de concluído o Plano de negócios, deverão preencher antes de entregar no banco, o Plano de Negócios em formulário próprio e enviar para a CASES - Cooperativa António Sérgio para a Economia Social, podem encontrar o formulário aqui. Atenção, que deverá ser preenchido por quem sabe, ou seja, por um contabilista. Eu enviei por e-mail mas convém ligarem antes a expor a situação. A CASES irá avaliar a viabilidade do negócio. Se a resposta for positiva, é enviado por correio uma declaração em como preenchem os requisitos e com o total de financiamento, aqui o processo é muito rápido, uma questão de poucos dias. A seguir, entregam essa declaração, juntamente com o Plano de Negócios e os documentos que o banco exige, como o IRS e extractos bancários, e outros documentos que constam no Manual de Procedimentos. Se a CASES aprovar o projeto está tudo bem, porque à partida o banco também aprova, se o banco não aprovar temos o burro nas couves. Podemos entregar noutro banco ou procurar o financiamento entre amigos e familiares, se quiserem continuar a lutar pelos vossos sonhos. Procurem sempre outro banco, pois há uns que não aprovam mas outros que aprovam os mesmos projetos.

Depois é só aguardar a resposta do banco, que se eu soubesse o que sei hoje, tinha escolhido outro banco. Um mês e meio para aprovar um projeto??? O meu crédito habitação foi aprovado em menos de 5 dias. Enfim...é o País que temos e as pessoas que temos! Haja paciência, tranquilidade e um sofá muito confortável para esperarmos bem sentados...

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Fase 1- O Desemprego bateu-lhe à porta...e agora?


Quando o desemprego nos bate à porta, nada está perdido!
Para muitos é uma alegria, ou porque não gostavam do que faziam ou porque eram explorados e maltratados ou simplesmente por não gostarem de trabalhar naquele sitio, para outros, é uma desgraça!
Quando fiquei desempregada, o meu amigo João, disse-me em tom de ironia, "agora tens uma oportunidade para mudar de vida". Ironia, porque tinham sido palavras do nosso Primeiro-Ministro.
Pois bem...para mim foi de facto uma alegria, porque de facto não gostava de trabalhar onde trabalhava. São as pessoas...Era a minha oportunidade que tanto desejava: Oportunidade para criar o meu posto de trabalho, a minha empresa, de não ter que aturar chefes que adoram massacrar os funcionários através do chamado "Assédio moral", oportunidade para colocar em prática as minhas ideias e competências.
Nem todos nós temos perfil de empreendedor. Eu tenho, sei que tenho!
Portanto, a primeira coisa a fazer, é não desesperar. Ficar triste constantemente não revolve absolutamente nada e faz mal à pele, ao coração, ao estômago  intestinos, ao cabelo e etc. Só faz é mal! Xô, xô fora daqui... Temos que aceitar e pensar no próximo passo. Sim, porque existem muitos passos a dar. Se for um caso em que a pessoa tenha baixa escolaridade, por favor, invista em si. Estude para aumentar as suas qualificações, faça aquele curso que tanto queria ou...invista na sua empresa. E é sobre isso que quero falar aqui! Irei explicar como foi o meu processo, tal e qual...

Com muito tempo de antecedência  assim que desconfiei que iria para o desemprego, arregacei as mangas.
Primeiro tentei saber que tipo de incentivos/ajudas existem e se eu preenchia esses requisitos. No site do IEFP temos o Manuel de Procedimentos do Apoio ao Empreendedorismo e à Criação do Próprio Emprego. Está lá tudo, basta lerem com muita atenção.
Existem várias opções, e a opção a considerar irá depender do montante de que necessitamos para criar a empresa, o financiamento.
Podemos pedir a totalidade do subsidio de desemprego. Ou seja, se lhe tiver sido concedido 12 meses de subsidio de desemprego, pode pedir de uma só vez, essa quantia. Se apenas esse dinheiro chegar, é só apresentar um projeto ao IEFP (plano de negócios) e solicitar o montante através de um requerimento (está no manual);

Se necessitarem até 20.000,00€, será com recurso à linha do Microinvest;
Se necessitarem mais de 20.000,00€ até 200.000,00€, será com recurso ao Invest+.
Nestes dois últimos terá que ser elaborado um plano de negócios e entregue no Banco. Nestes casos, não é  IEFP que avalia o projeto, é o banco e a CASES. No tal manual estão indicados os bancos que aderiram a este projeto, à excepção do Santader Totta que apesar de estar lá, já não aceita estes projetos.


Depois de ver que valia a pena usufruir desses benefícios, estudei onde deveria apostar. Quais as necessidades de mercado. O que queria fazer. O que gostaria de fazer. Como poderia fazer. Quais os preços praticados. Quem era a concorrência. Que legislação se enquadrava. Que tipo de licenças precisava e quais os organismos em questão. Quais eram as exigências por parte da Câmara. E muito mais...
Levei alguns meses para fazer um estudo de mercado, muita pesquisa, muitos contactos e finalmente decidi passar para o papel. (apenas confirmei de que a minha ideia inicial tinha pernas para andar e que não estava errada).
Um desempregado tem muitas ajudas do Estado para criar a sua empresa. Aproveitem!!!

Se não souberem fazer o tal estudo de mercado, procurem um contabilista que o faça, de preferência que tenha alguma experiência nestes projetos. A minha contabilista foi  um tesouro que me veio parar às mãos, confesso! Adorei-a desde o primeiro dia e vi que era muito competente. Escolham bem, porque um bom contabilista é muito importante. Eu fiz o meu, à exceção da parte financeira. Cada macaco no seu galho, e deixei essa parte para quem sabe, a contabilista.
Os contabilistas pedem apenas uma memória descritiva do negócio. Meia folha chega, é apenas uma apresentação da empresa, com os serviços disponíveis ao cliente, os produtos que irão vender, basicamente é: Quem? Quando? Como? Onde? O quê? Porquê? A partir daí o contabilista estuda e faz o resto do serviço, ou seja, tudo!
Sinceramente, aconselho a fazerem a parte teórica do projeto, mesmo que o contabilista depois altere algumas coisa, isto para que fiquem bem "entranhados com o tema". Afinal, é a vossa empresa e quanto mais souberem sobre os vossos produtos, e sobre o serviço que irão prestar, melhor para vocês.
Se optarem por fazer o tal estudo de mercado, assim que o acabarem, chegou a hora de procurar um contabilista.

Portanto, vamos lá recapitular:
1.º - Aceitar com muita calma a nova situação profissional: desemprego;
2.º - Estudar os incentivos/ajudas que podemos usufruir;
3.º - Fazer um estudo de mercado;
4.º - Arranjar um bom contabilista;

Num próximo post explicarei a segunda fase!

P.S.- Tive muitas dúvidas ao longo do meu processo e não sabia por onde começar. Daí o propósito deste post. Sim, de que me serve o conhecimento se não partilhá-lo? De nada! E as minhas dúvidas são as mesmas dúvidas de outro alguém.
Saudações sociais...

terça-feira, 13 de julho de 2010

Profissionalismo do Instituto de Emprego...

O Instituto de Emprego e Formação Profissional de Faro tem dois técnicos que trabalham no exterior junto das entidades patronais, que procuram saber se estes necessitam de trabalhadores para depois poderem apresentar essas propostas aos desempregados que estão inscritos no Instituto.
Segundo me contaram, os técnicos entraram em contacto com o Jumbo de Faro no sentido de saber se existia necessidade de contratarem mais funcionários. A resposta foi negativa, mas o combinado por parte dos técnicos foi o seguinte: "O Instituto diz que o Jumbo necessita de dois empregados, contactamos as pessoas desempregadas para se deslocar à vossa empresa e depois vocês dizem que não precisam de ninguém."
É assim que se trabalha neste país.
É assim que se trata os desempregados.
Isto é simplesmente gozar.
Isto é péssimo profissionalismo.
E estamos nós a descontar para estes senhores???