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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

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O meu blogue ficou esquecido. Pouco tenho para contar, mas depois de ter assistido ontem a uma reportagem sobre violência nos idosos, chocante mas muito verdadeira, fiquei com saudades dos meus velhinhos.
Há imenso tempo que não vou conversar com eles, sim, conversar, porque é a única coisa que querem de mim, e que faço com muito amor e dedicação é claro. Soube entretanto, que no mesmo centro de dia, estavam a estagiar umas alunas da Universidade e outras alunas de um curso profissional, mas que também pouco conseguem fazer deles.
A verdade é que eles passam ali o dia a dormitar e pouco conversam com o colega do lado, pois este também dormita e quando apanham alguém com ouvidos :-)... apenas querem falar.
O que achei interessante foi o facto de eles apenas quererem falar sobre aquilo que mais lhes sofrimento causou durante a sua vida, aquilo que normalmente nós teimamos em fugir, a perda de ente queridos, o afastamento de familiares próximos, problemas de saúde graves e etc. Talvez porque sentem que têm o dever de partilhar com a geração mais nova, talvez porque apenas querem ouvir umas palavras de apoio.
Como agora já tenho mais tempo, vou passar por lá para lhes fazer uma visita. Será que ainda se lembram de mim? :-)
Como não está disponivel a reportagem completa, fica aqui o link de outra reportagem muito interessante que teve direito a uma Mensão Honrosa da Comissão Nacional da Unesco.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Hoje foi um dia...


muito especial.

Fui visitar as instalações das irmãs da Madre Teresa de Calcutá em Faro. Pelo caminho ia pensando em oferecer os meus serviços de voluntariado.

Quando entrei o meu coração ficou apertado...precisava de sair o mais rápido possível daquela sala. Uma sala composta por pessoas na sua maioria muito idosas, em fase terminal e portadoras de problemas mentais. Fiz força, respirei fundo e aguentei. Uma a uma fui conhecê-las.

Apresentei-me, beijei-as, abracei-as e senti a força do toque. Como é tão importante o toque...um simples toque.
Serem tocadas, acarinhadas e amadas é tudo o que estas pessoas mais queriam. A minha presença era um tesouro para elas, e simplesmente deixei de querer sair dali.
Um trabalho árduo efectuado pelas irmãs que oferecem a sua vida em troca do Amor. O Amor pelo outro.
Fiz companhia à D. Augusta (foto)...uma senhora de 73 anos que está numa cadeira de rodas. Devido à sua meningite aos 7 anos ficou surda, mas sendo excelente em leitura labial, conversamos imenso sem sequer saber que era surda :-)

E claro que vou lá voltar...quero abraçá-las outra vez e tocá-las.