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domingo, 27 de dezembro de 2009

O que fazer com tantos brinquedos...

E mais um Natal que passou e mais um ano novo que se aproxima.
Resta-nos apenas esperar para ver o que vai continuar a acontecer, sim, porque não acredito que as coisas melhorem. Espero estar errada.
Os presentes... O meu sobrinho de 3 anos recebeu mais de 30 brinquedos. O rapaz já tremia todo. Só queria rasgar e rasgar mais papel. O que vai ele fazer com tanto brinquedo? Vai apenas brincar por uns dias, cansar-se e parti-los. Mais nada. Numa conversa com o meu marido dizia ele que se fosse nosso filho, teríamos que ter uma conversa muito séria com ele e explicar-lhe que existem muitos meninos que não têm brinquedos. Depois pedíamos-lhe que escolhesse alguns e levávamos o rapaz a uma instituição pobre para que ele próprio entregasse os seus brinquedos. É verdade... uma excelente ideia. Quantos meninos não têm brinquedos? nem amor? nem carinho?
E é de pequenino que se torce o pepino. É nestas idades que devemos "moldá-los" e incutir-lhe o espírito de partilha.
Aqui fica a ideia para quem recebeu muitos brinquedos. Partilhem e contribuam para a felicidade de outros meninos que simplesmente não têm nada.
Um excelente 2010 e tudo de bom.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Não custa nada...colaborem...


Caros amigos,

Todos nós temos livros que já não usamos, nas nossas casas, na casa dos nossos pais, etc. Não custa nada e estamos a contribuir para a alegria e desenvolvimento de alguém.

"Como alguns sabem e outros nem por isso (e assim aqui vai a notícia): Estou em Timor a dar aulas na UNTL (Universidade Nacional de Timor Leste) no âmbito de uma colaboração com a ESE do Porto.

Aquilo que venho pedir é o seguinte: LIVROS!!!

Não vou dar a grande conversa que é para montar uma biblioteca ou seja o que for, porque não é. O que se passa é o seguinte.... Não sei muito bem como funcionam as instituições, nem fui mandatada para angariar seja o que for, mas o que é certo é que sou (somos!) muitas vezes abordados na rua por pessoas que desejariam aprender português mas não possuem um livro sequer e vão pedindo, o que é muito bom.

O que é certo é que a minha biblioteca pessoal não suportaria tanta pressão e nem eu, nos míseros 50 quilos a que tive direito na viagem, pude trazer grande coisa para além dos livros de trabalho de que necessito.

COMO MANDAR?

Basta dirigirem-se aos correios (CTT) e mandarem uma encomenda tarifa económica para Timor (insistam porque nem todos os funcionários conhecem este tarifário!) e mandam a coisa por 2,49 €. Claro que a encomenda não pode exceder os 2 quilos para poder ser enviada por este preço.

Devem enviar as encomendas em meu nome (Joana Isabel Freitas Leite Domingues Souto) para:

Embaixada de Portugal em Díli

Av. Presidente Nicolau Lobato

Edifício ACAIT

Díli - TIMOR LESTE

E O QUE MANDAR?

Mandem por favor livros de ficção, romances, novela, ensaio, livros infantis etc. Evitem gramáticas e manuais escolares. Dicionários, mesmo que um pouquinho desatualizados são bem vindos. Este critério é meu e explico porquê. Alguns timorenses (estudantes e não só) são um bocado fixados em aprender gramática mas ainda não têm os skills básicos de comunicação. Parece-me melhor ideia que possam ler outras coisas, deixar-se apaixonar um bocadinho pelas histórias mesmo que não entendam as palavras todas, do que andarem feitos tolinhos a marrar manuais e gramáticas. O caso dos dicionários é outro. Um aluno, por exemplo, usa um dicionário português-inglês para tentar adivinhar o significado das palavras. Como o inglês dele também não é grande charuto imaginam como é a coisa.

Bom, espero ter vendido bem o peixe do povo timorense. Falam pouco e mal mas na sua grande maioria manifesta simpatia pela língua portuguesa. De qualquer forma isto não vai lá (muito sinceramente) com umas largas dezenas de professores portugueses por cá. É preciso ter a língua a circular em vários meios e suportes. Espero que respondam ao meu apelo!! Eu por cá andarei sempre com um livrito na carteira para alguém que peça!

Um beijo,

Joana Souto