quarta-feira, 29 de julho de 2009

Depois de uma vida vivida


chega a altura de fazer uma análise de tudo o que se viveu. O bom e o mau, as alegrias e as tristezas, as frustações e as desilusões. Tudo agora é sentido com muita intensidade num misto de tristeza, solidão e incapacidade.

Para se fazer um bom trabalho com um grupo de idosos ou qualquer outra população-alvo, é necessário estabelecer laços de forma a que o idoso consiga passar para nós o que lhe vai na alma e aí sim...poderemos fazer um bom trabalho.

Vejo nos meus velhinhos que atrás daquele olhar triste, daquela solidão e afastamento há uma dor muito grande...preciso de estratégias e de tempo para conseguir dar-lhes a paz que precisam.

O olhar...diz tudo e não posso deixar passar ao lado.

1 comentário:

  1. Penso muito nisso... Não sei se quero chegar a essas idades. A minha avó por exemplo vai vivendo, está num lar muito bom(e caro) mas não é feliz, nem pode ser... Está fora da casa dela, não consegue ser completamente independente, tem dores, milhares de medicamentos diarios, divide o quarto com outra mulher velha, tambem claro logo tambem tem dores, complicações, etc etc... Para que?? Para viver mais uns anos??
    Esperar, todas as semanas, que chegue o sabado, dia em que a neta(minha irmã ou eu) a vai buscar para trazer á casa dela onde fica(com uma das filhas) o fim de semana....
    Não sei, axo que não quero essa vida pra mim...
    Beijinho grande e bem haja pelo teu voluntariado.

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