terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

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O meu blogue ficou esquecido. Pouco tenho para contar, mas depois de ter assistido ontem a uma reportagem sobre violência nos idosos, chocante mas muito verdadeira, fiquei com saudades dos meus velhinhos.
Há imenso tempo que não vou conversar com eles, sim, conversar, porque é a única coisa que querem de mim, e que faço com muito amor e dedicação é claro. Soube entretanto, que no mesmo centro de dia, estavam a estagiar umas alunas da Universidade e outras alunas de um curso profissional, mas que também pouco conseguem fazer deles.
A verdade é que eles passam ali o dia a dormitar e pouco conversam com o colega do lado, pois este também dormita e quando apanham alguém com ouvidos :-)... apenas querem falar.
O que achei interessante foi o facto de eles apenas quererem falar sobre aquilo que mais lhes sofrimento causou durante a sua vida, aquilo que normalmente nós teimamos em fugir, a perda de ente queridos, o afastamento de familiares próximos, problemas de saúde graves e etc. Talvez porque sentem que têm o dever de partilhar com a geração mais nova, talvez porque apenas querem ouvir umas palavras de apoio.
Como agora já tenho mais tempo, vou passar por lá para lhes fazer uma visita. Será que ainda se lembram de mim? :-)
Como não está disponivel a reportagem completa, fica aqui o link de outra reportagem muito interessante que teve direito a uma Mensão Honrosa da Comissão Nacional da Unesco.

2 comentários:

  1. Minha querida,
    Entendo perfeitamente o que esses velhinhos sentem. A questão, é que esses assuntos delicados, são mais fáceis de serem partilhados com alguém exterior à família. Por vezes é a forma que encontram de proteger a sua familia de recordações que lhes trazem dor. Fazes um trabalho lindo amiga. E é claro que se vão lembrar de ti. Jamais te esquecerão:)
    bjos

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  2. Olá miúda,
    Também vi a reportagem e também fiquei triste.
    E também escrevi sobre ela no meu blogue, que também estava esquecido :)
    Espero q esteja tudo bem contigo, e que nunca percas essa sensibilidade q te caracteriza. Bjo
    Mónica

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