quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Espasmos de Afecto


Não sabia que aquelas birras (que espero aturar um dia), eram designadas por: Espasmos de Afecto. Espasmos de afecto... Sempre pensei que o melhor era ignorar e não dar confiança durante a birra. Mas qual é o pai e a mãe, que consegue ficar tranquilo ao ver o seu filho a ficar roxo? Bom...o melhor mesmo é ir aprendendo a lidar com a situação.

"No decorrer duma grande birra, provocada por uma repreensão ou por uma emoção forte, certos bebés entre os 6 meses e os 3 anos (raramente depois dos 4 e nunca depois dos 6), bloqueiam a sua respiração, ficam "azuis" e parecem asfixiar. Ao mesmo tempo, o coração bate ao ralenti e os pais em pânico pensam o pior. Agitam-se à volta dele, sacodem-no, fazem-lhe festas, suplicam-no.....É exactamente o que não deve ser feito, pois nesse caso a criança toma consciência do seu poder, e irá recomeçar à menor contrariedade. Nada de pânico, não se trata de uma doença nem duma convulsão que ponha em risco a vida do seu bebé."

O que se deve fazer?

"No momento da crise, deve-se agarrar o bebé, deitá-lo na horizontal e bater-lhe na face para que retome a respiração. Verá que tudo entra rapidamente na ordem. Nos minutos que se seguem, a criança fica apática, calma, até retomar de novo a sua actividade. O objectivo é desdramatizar. Perante o espasmo do afecto, inúmeros pediatras aconselham ficar o mais calmo possível e sobretudo, não entrar no jogo do bebé. O melhor é falar-lhe calmamente, pedindo-lhe com doçura, mas com firmeza que se acalme. Se a criança persiste, é aconselhável voltar as costas para lhe fazer ver que não impressiona ninguém, e eventualmente sair tranquilamente do quarto dizendo-lhe que voltará daí a uns momentos. Não são necessários medicamentos. Um bebé que tem o espasmo do afecto não corre nenhum risco e tenta frequentemente recomeçar a crise para testar os limites até onde pode ir. De certa maneira , os pais devem "vacinar-se" contra o seu próprio medo. Nunca se viu uma criança morrer disso ou ficar traumatizado. O espasmo do afecto não necessita de medicação. Se o fenómeno tem tendência a repetir-se é aconselhável consultar o pediatra para confirmação do diagnóstico."

1 comentário:

  1. POr cá ainda não chegamos a este ponto. Mas quase a vomitar sim, so que a mãe á segunda ja estava preparada e não ligou. Malandros dos moços!

    beijoca

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